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O objectivo é fazer com que os seus olhos convirjam num ponto que está situado
para além do ecrã. O que não é fácil já que, durante a sua vida, eles foram
treinados para fazer precisamente o contrário: convergir no plano do papel ou do
ecrã.
Comece por olhar bem de frente para o ecrã, num sítio com boa
iluminacão. O mais conveniente é que se sente e apoie os cotovelos na mesa. Como
tudo isto exige uma certa tranquilidade, é conveniente fazê-lo num lugar calmo
sem espectadores que o(a) possam distrair. Coloque-se suficientemente próximo do
estereograma para que a sua imagem ocupe uma boa parte do seu campo de visão. Em
seguida vem a parte difícil.
Como é que se olha para "além" de uma coisa? A
receita não é fácil. Pode imaginar um ponto no espaço, atrás do ecrã e tentar
olhar para ele, mas isso pode não resultar. O mais simples é talvez fazer aquele
olhar "perdido no espaço", que fazemos quando estamos completamente distraídos e
sonhadores. O principal problema é que, quando olhamos "para além" do desenho,
este se transforma num borrão sem sentido e a parte do seu cérebro responsável
pela visão detesta processar imagens sem sentido. É por isso que ela vai querer
forçá-lo(a) a olhar para o ecrã Resista. Se conseguir olhar para além do ecrã
durante tempo suficiente (às vezes uns minutos, às vezes meia-hora...) às tantas
a imagem que você espera vai aparecer. Tenha fé. O resultado vale o
esforço.
Existe um pequeno número de pessoas que nunca consegue ver a
terceira dimensão dos estereogramas - fala-se em 10 por cento. No entanto,
esgote todas as técnicas disponíveis antes de conduir que você pertence a este
grupo.
José Vítor Malheiros
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